pintura
Forró na beira
do açude
Na obra “Forró na Beira do Açude” (2025), Eduardo Lima transforma a paisagem árida do sertão em um cenário de encanto e celebração. Em primeiro plano, a tranquilidade das águas do açude reflete o céu dourado, enquanto, logo além, um casal entrega-se ao forró, dançando agarrado com sintonia e leveza. A composição é envolvida por cactos imponentes, que formam uma moldura natural e reforçam a identidade sertaneja da cena. As pinceladas vibrantes e a riqueza das cores revelam a forma única com que o artista traduz o cotidiano do interior, valorizando a beleza e a alegria que florescem mesmo em meio à aridez.
Mais do que um registro de uma tradição, a pintura é um convite para sentir a energia pulsante da vida no sertão. Eduardo Lima enche a tela de movimento, capturando o balanço da dança, a cumplicidade do casal e a música invisível que parece ecoar pelo cenário. Seus traços mostram que, mesmo sob o sol forte e entre as paisagens secas, há sempre espaço para o amor, a festa e a cultura popular. “Dançando na Beira do Açude” é um retrato vibrante da alma nordestina, onde cada detalhe pulsa com a força e a alegria de um povo que transforma o simples em extraordinário.
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